29/11/2012
Dia X – Florença – Itália – Entrando na moda pela porta da frente.
Mais um dia de chuva.
Incrível, mas a chuva persistiu durante toda a nossa estada (pelo menos, até agora) em Florença.
Incrível também como a viagem ficou mais divertida por causa dela.
Tomamos o ótimo café da manhã no outro lado da rua (eu já expliquei o porquê) …
… e rumamos pro nosso passeio mais do que especial.
Iríamos fazer um tour específico sobre a moda florentina.
A nossa guia, a Marise já estava nos esperando na frente do Museu Ferragamo.
Este visita é essencial neste quesito, especialmente pra quem é interessado em moda e mais ainda em sapatos (a Dé adorou).
Nos apresentamos, entramos no museu e pudemos observar o quão visionário era o idealizador de tudo.
São vários modelos nos informando que há 60 anos atras, Ferragamo já formatava sapatos muito mais atuais do que se imagina.
O ambiente é perfeito (a única mancada é não poder tirar fotos, mas … ) …
… e além de toda a técnica, pudemos ver uma mostra especial sobre a vida (e morte) do ícone Marilyn Monroe.
Finda a visita, atravessamos o Rio Arno, pela Ponte Santa Trinita, …
… com direito a uma vista incrível da Ponte Vecchio.
A intenção seria visitar tanto o Museo degli Argenti (o da Prata) como a Galeria del Costume (do Traje).
Todos estes complementavam o nosso passeio que era baseado no que era moda no período dos grandes Duques.
Pra variar, fotos não são possíveis, mas… 🙂
O Museu da Prata é muito interessante porque é possível se imaginar o dia-a-dia da nobreza naquela época.
O Palazzo Pitti foi um local onde a história dos Medici se passou.
E lá é possível se imaginar tudo o que acontecia, especialmente através dos comentários em português da Marise.
Já o Museu dos Trajes é também interessante, mas um pouco mais fraco, já que nele existem registros de vestuários dum período bem mais recente (depois de 1850).
Se bem que alguns trajes dos corpos exumados de nobres são muito informativos.
Aproveitamos pra conhecer o bonito Giardino di Boboli.
Pra variar, estava chovendo e muito.
A solução foi comprar um guarda-chuvas dum daqueles imigrantes (10€) …
…e zarparmos prum almoço aprazível.
Seguindo uma linha agradável, escolhemos mais uma vinoteca de um ótimo produtor de vinhos, o Antinori.
E esta escolha se mostrou mais do que acertada.
Chegamos e a nossa mesa reservada (e no mezanino) era muito bem localizada.
Pedimos um assortimento de salumi e aproveitamos tudo, junto com os pães …
… e o azeite recém espremido, que estava demais.
Tomamos taças de vinho, um bianco pra Dé, o Cervaro della Sala 2010 …
… e um tinto pra mim.
Na verdade, “o”tinto” já que era um Tignanello espetacular.
Como principais, a Dé foi de Maltagliatti com peixe …
… e eu, num Tagliarini com Molho a Bolonhesa.
Ambos simplesmente irrepreensíveis.
Pedimos mais ótimos expressos, …
… e seguimos o conselho dos florentinos: …
… a sobremesa foi um sorvete cremoso e inesquecível da Gelateria Santa Trinita (nota 10 no MicheLuz e com louvor).
Sem contar os próximos, foi o melhor que tomamos em nossas vidas.
Como a chuva apertou (sempre ela), voltamos ao hotel pra dar uma descansada e programar algumas comprinhas.
E até nesse quesito, Florença é divertida.
Você entra uma loja de relógios e encontra gente bem-humorada.
Vai a uma loja de grifes e o teto dela é cheio de afrescos.
Passa numa loja de departamentos e no último andar, tem um bar onde a vista prum brinde de espumantes é esta.
Melhor, resolve conhecer uma das farmácias mais antigas do mundo, a Officina Profumo Farmaceutica di Santa Maria Novella (desde 1612) e se diverte ao extremo, vendo um ambiente tão lindo e com receitas de cosméticos seculares espetaculares.
A compra por lá e irresistível e o foto blog também:
Pronto; estávamos novamente com fome e preparados pra mais um excelente jantar.
Que aconteceu no Oliviero, um ristorante competente e muito bacana.
Pra variar, a nossa mesa reservada era muito boa.
Não pensamos duas vezes ao ver o menu: pediríamos, cada um, dois pratos.
O vinho foi um Gaja Branco, o Ca’Marcanda e …
… o chefe nos mandou um agrado inicial, algo parecido com um suflê de ovos e azeitonas. Uma delícia.
Como primo, a Dé foi de sopa de cebola com vieiras …
… e eu, um nhoque com mariscos e pesto de salsinha.
Um prato lindo, saboroso e ao mesmo tempo, muito fotogênico.
Como secondo, a Dé pediu um Rombo com presunto cozido …
… e eu, um bacalhau fresco com espuma de tomates e grâo-de-bicos al dente.
Tudo absolutamente perfeito e melhorou ainda, com o charmoso expresso corto (estes cafés se tornaram um vício da família em todas as refeições).
Enfim, o Oliviero é um lugar que certamente não está na moda, mas que os Medici frequentariam, assim como os Luce fizeram.
Voltamos pro hotel com uma lua que prometia: amanhã deve chover! rs
Arrivederci.
Acompanhe os dias anteriores desta viagem:
Dia I – Verona – Itália – A terra da goiabada com queijo, ops, de Romeu e Julieta.
Dia II – Verona – Itália – Seguindo os passos dos amantes.
Dia III – Verona – Itália – Conhecendo o lago Garda.
Dia IV – Veneza – Itália – Quem vê o Canal Grande pela primeira vez e em grande estilo, jamais esquece.
Dia V – Veneza – Itália – O dia (e a noite) do misterioso fog.
Dia VI – Veneza – Itália – Tremenda dobradinha: Palácio dos Doges (e seu Itinerário Secreto) e passeio de gôndola.
Dia VII – Veneza – Itália – Aqui não tem nenhuma sonífera ilha (Murano, Burano e Torcello
Dia VII – Itália – Veneza/Florença – Uma luz no fim do túnel, ops, sobre viagem de trem
Dia IX – Itália – Florença – Piove, pananananananam, piove.









































































