número 379
18/03/2014
Menu junto e misturado.
Eu tenho várias manias. Dentre elas, uma é recortar e guardar receitas que poderão formar um menu.
No caso, tenho alguns completos (entrada, principal e sobremesa) reservados e que utilizo de vez em quando.
O grande problema é quando não consigo lembrar qual foi o fio condutor (ingrediente? tipo de culinária? etc?) que me orientou e muito menos, a real origem dele?
Mesmo porque, fica difícil obter alguma informação através das únicas dicas, as receitas.
Afinal de contas, Currywurst, Risoto de porcini e vino rosso e Bichierini ai frutti di bosco dão pistas (alemão? italiano? ítalo-germânico?) não muito conclusivas.
Sabe o que vou fazer? Deixar você me ajudar e quem sabe, possamos juntos descobrir o real motivo do menu desta noite?
Vamos lá, então!
Entrada – Currywurst.
Esta é uma receita popular em toda a Alemanha, sendo considerada, inclusive, uma boa comida de rua.
Para fazê-la, basta colocar 1 litro de água pra ferver numa panela e logo que abrir fervura, desligue o fogo. Coloque 4 salsichões na água quente por 5 minutos, escorra a água e reserve.
Aqueça uma frigideira com um pouco de manteiga e frite as salsichas em fogo baixo até dourá-las.
Disponha a salsicha cortada num prato e cubra com uma camada generosa de ketchup, polvilhe páprica doce e curry por cima.
Pronto. É uma comida reconfortante e bastante saborosa.
Aproveitamos pra tomar um vinho branco chileno, o Sauvignon Blanc Gran Tarapacá 2012 que nos pareceu “metalizado, água de salsinha, caratapa, danielesco”.
Principal – Risotto de porcini e vino rosso.
Que ela é uma receita italiana, ninguém tem dúvida. E que é uma das manjadas por aqui, menos ainda.
Afinal de contas, risoto é uma das especialidades da casa.
E este é tão simples quanto todos os outros.
O segredo, mais uma vez, está no ponto do arroz que deve estar al dente e as diferenças são a utilização de vinho tinto pra refogar o arroz …
… e a colocação de presunto de Parma na finalização e logo após o Parmeggiano.
Taí um prato substancioso, já que também contou com Funghi seco hidratado.
Pra acompanhar perfeitamente, um vinho tinto espanhol, o Murviedro Reserva 2007 que foi “viva chile, poliedro, isoscélico, pentagramático”.
Sobremesa – Bichierini ai frutti di Bosco.
Mais uma italiana e simples, como sempre.
A boa sacada dela é usar o mascarpone.
Misture 400g dele com 50g de mel e 1 fava de baunilha, numa batedeira (e que batedeira, né?).
Enquanto isso, coloque num bowl 50g de cada uma das seguintes frutas frescas: morangos, framboesas e amoras, além de 50g de açúcar. Deixe em repouso por 15 minutos para formar uma calda.
Separe a mistura de mascarpone em duas partes iguais. Numa delas junte um pouco da calda das frutas.
Monte numa taça com uma boa colherada de creme vermelho, outra de creme branco e um pouco de frutas.
Decore com um ramo de hortelã e uma physalis.
Eis a opinião dos indefinidos (ops):
Simplesinho e gostosinho. (Edu)
Superação. (Mingão)
Deliciosinho! Saborosinho! Pero cumpridorzão (Deo)
Pronto! Sabe que de vez em quando até que é bom aproveitar a maluquice que se tem a mão e ver como tudo funcionará?
Nesse caso, o menu funcionou a contento e deu margem a executar mais algum com o mesmo princípio.
Ou o correto seria dizer sem princípio algum? 🙂
Bye.
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Há 4 comentários
Um menu bacana. Claro, foi na copa. Alemanha x Itália. Jogaço. E, nos vinhos, Chile x Espanha. Deu empate.
Sócio, foi uma premonição, já que faltavam 3 meses pra Copa. De qualquer forma, entre o menu e os vinhos, salvaram-se todos! rs
Abs encopados pra vc.
Passei aqui em busca de inspiração para o Réveillon e fiquei babando! Um super 2015 para vocês !
Madá, tomara que tenha conseguido inspiração.
E um ótimo 2015 pra vocês também.